Dez Milhas Garoto: Vitória brasileira após oito anos

Corredores das Dez Milhas Garoto cruzam a Terceira Ponte, que liga Vitória e Vila Velha. Foto de divulgação
Corredores das Dez Milhas Garoto cruzam a Terceira Ponte, que liga Vitória e Vila Velha. Foto de divulgação

Com o tempo de 48m55s, o pernambucano Wellington Bezerra da Silva venceu, neste domingo (2/9),  a 29ª edição da tradicional Dez Milhas Garoto, entre Vitória e Vila Velha, e encerrou a hegemonia africana que durava oito anos. Em segundo lugar ficou Gilmar Silvestre Lopes, com 50m11s, seguido pelo queniano Geofry Kipchumba, com 50m15s,
o também queniano Paul Kipkemoi Kipkorir, com 50m27, e Valério de Souza Fabiano, com 50m38s.

Wellington Bezerra da Silva vence a Dez Milhas Garoto 2018 e encerra domínio africano. Foto de divulgação
Wellington da Silva vence a Dez Milhas Garoto e encerra domínio africano

No feminino, a queniana Esther Chesang Kakuri conquistou o bicampeonato, em 57m18s, um minuto à frente da etíope Meseret Gezahegn Merine. Em terceiro ficou Franciane dos Santos Moura, com 58m33s, em quarto, Rejane Bispo da Silva, com 58m57s, e, em quinto, Mirela Saturnino Andrade, com 59m43s.

Liderança a partir do Km 6

Com o tempo nublado e temperatura em torno de 20 graus, os corredores largaram às 8h, na Praia de Camburi, em Vitória. Wellington assumiu a liderança após o sexto quilômetro, a partir da Terceira Ponte, que liga as duas cidades. Em Vila Velha, o pernambucano, correu sozinho até a linha de chegada, frente à fábrica da Chocolates Garoto.
“Prova difícil. Na descida da ponte eu saí e um queniano tentou me acompanhar, mas não conseguiu. Segui forte porque estou bem preparado. Foi um ótimo teste para meu próximo desafio, a Maratona de Berlim, no próximo dia 16″, afirma o campeão. “Estou feliz por levar este título para Pernambuco e ter sido o primeiro brasileiro a ganhar depois do Marilson, em 2010”.

A queniana Esther Kakuri comemora o bicampeonato na Dez Milhas Garoto. Foto de divulgação
A queniana Esther Kakuri comemora o bicampeonato na Dez Milhas Garoto

A queniana Esther Kakuri começou a liderar a prova no Km 12, conquistando o bicampeonato sem muita dificuldade. “Me senti bem, apesar do calor, e não tive dificuldade por que já conhecia o percurso. Estou muito feliz pelo título”, resumiu Esther, que também foi campeã da Meia Maratona do Rio, no início de junho.

Pedido de casamento na linha de chegada

Franciane dos Santos Moura estava feliz com sua estreia na Dez Milhas Garoto. “Acompanhei as africanas até próximo do final, mas aí elas abriram. É difícil vencê-las, mas não é impossível. É preciso treinar mais para isso. Mesmo assim ser a melhor brasileira foi muito bom”, afirmou a paraense radicada em Manaus.

Talles Cicilioti pede a namorada Jade Musso em casamento na linha de chegada da Dez Milhas Garoto. Foto de divulgação
Talles Cicilioti pede a namorada Jade Musso em casamento na linha de chegada da Dez Milhas Garoto

Uma curiosidade da Dez Milhas Garoto deste ano foi o pedido de casamento de dois corredores na linha de chegada. Assim que terminou sua corrida, Talles Cicilioti se ajoelhou e pediu a namorada Jade Musso em casamento, que aceitou. “Nos conhecemos na corrida, nos apaixonamos e nada mais justo do que eu pedi-la em casamento aqui na Dez Milhas Garoto”, conta Tales. A data vai depender da namorada. “Acredito que vamos correr a próxima Garoto como noivos e o casamento sairá depois”, antecipou Jade.

Corredores da Dez Milhas Garoto sobre a Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha. foto de divulgação
Corredores da Dez Milhas Garoto sobre a Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha

Campeões

1989 – Delmir Alves dos Santos (RJ),50min28s/ Nerci Freitas Costa (RJ),1h04min19s
1990 – Severino J. da Silva (SP),46min42s/ Sônia Márcia Rodrigues (MG),56min42s
1991 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 45min49s/ Silvana Pereira (SC), 53min06s
1992 – Delmir Alves dos Santos (RJ), 50min95s/ Viviany Anderson (MG), 1h0min48s
1993 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 47min45s/ Silvana Pereira (SC), 56min48s
1994 – Tomix Alves da Costa (MG) – 48min25s/ Silvana Pereira (SC), 57min35s
1995 – Adalberto B. Garcia (SP), 47min21s/ Viviany Anderson (MG), 56min24s
1996 – Delmir Alves dos Santos (SP), 48min04s/ Maria de Lourdes da Silva (BA), 56min18s
1997 – Ronaldo da Costa (MG), 47min21s/ Risoneide Wanderley (SP), 56min43s
1998 – John M. Gwako (Quênia), 47min19s/ Márcia Narloch (RJ), 55min41s
1999 – John M. Gwako (Quênia), 47min23s/ Viviany Anderson Oliveira (MG), 55min41s
2000 – Joseph Waweru (Quênia), 47min24s/ Márcia Narloch (RJ), 55min52s
2002 – Marilson Gomes dos Santos (DF), 47min41s/ Márcia Narloch (RJ), 55min10s
2003 – Valdenor Pereira dos Santos (PI), 48min 58s/ Márcia Narloch (RJ), 56min01s
2004 – Marilson Gomes dos Santos (DF), 47min53s/ Márcia Narloch (RJ), 56min25s
2005 – Franck Caldeira (MG), 48min23s/ Márcia Narloch (RJ), 56min20s
2006 – Marilson Gomes dos Santos (DF),47min39s/ Lucélia Peres (MG), 55mim23s
2007 – Clodoaldo G da Silva (DF), 48min44s/ Edinalva Laureano da Silva (PB), 55min49s
2008 – Willian Gomes (MG), 48min39s/ Nancy Jepkosgei Kipron (Quênia), 56min24s
2009 – Franck Caldeira (MG), 47min58s/ Meseret Heilu (Etiópia), 56min05s
2010 – Marilson Gomes dos Santos (RJ), 47min45s/ Eunice Kirwa (Quênia), 55min11s
2011 – Kimutai Kiplimo (Quênia), 48min05s/ Eunice Jepkirui Kirwa(Quênia), 55min43s
2012 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min01s/ Rumokol Chepkanan(Quênia), 54min13s
2013 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min00s/ Nancy Kipron(Quênia), 55min16s
2014 – Leul Gerbresilase Aleme (Etiópia), 47min18s/ Delvine Meringor (Quênia), 57min08s
2015 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min42s/Delvine Meringor (Quênia), 54min50s
2016 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min29s/Consolata Cherotich (Quênia), 59min49s
2017 – Belete Tola (Etiópia), 48min14s/Esther Kakuri (Quênia), 57min40s
2018 – Wellington Bezerra da Silva (Brasil), 48min55s/Esther Kakuri (Quênia), 57min18s

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Sobre Iúri Totti 966 Artigos
Iúri Totti é jornalista, com mais de 30 anos de experiência na grande imprensa, principalmente na área de esportes. Foi o criador das sessões “Pulso” e “Radicais” no jornal O Globo. Tem 13 maratonas, mais de 50 meias maratonas e dezenas de provas em distâncias menores. "Não me importo em ser rápido. A corrida só precisa fazer sentido, dar prazer."

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