Maratona de Nova York 2019 é dominada pelo Quênia

Joyciline Jepkosgei e Geoffrey Kamworor, campeões da Maratona de Nova York 2019
Joyciline Jepkosgei e Geoffrey Kamworor, campeões da Maratona de Nova York 2019

O Quênia mostrou sua força na Maratona de Nova York 2019. Neste domingo (3/11), Joyciline Jepkosgei estreou na distância com vitória e Geoffrey Kamworor venceu pela segunda vez, em três anos, a maratona mais querida e desejada do mundo. A prova teve a participação de 53.627 atletas, sendo 30.886 homens (57,59%), e 22.741 mulheres (42.41%). Pela conquista, os dois quenianos receberam US$ 100 mil (cerca de R$ 400 mil) cada um. No total, foram distribuídos mais de US$ 900 mil (R$ 3,6 milhões) em premiação para as diversas categorias.

A estreante Joyciline fechou em 2h22m38s, sete segundos fora do recorde feminino da prova, feito da compatriota Margaret Okayo, que marcou 2h22m31s em 2013. A queniana também é a mais jovem vencedora desde Okayo, campeã em 2001, também aos 25 anos. Outro feito de Joyciline foi ter se tornado a primeira atleta a vencer a Meia Maratona de Nova York, em março, e a Maratona no mesmo ano.

Campeã no mesmo ano da Maratona e Meia Maratona de Nova York

Para valorizar ainda mais seu título, ela superou a também queniana Mary Keitany, tetracampeã em Nova York (2014, 2015, 2016 e 2018), em 54 segundos. Aos 25 anos, Jepkosgei é o vencedor mais jovem desde que Margaret Okayo venceu aos 25 em 2001. Jepkosgei, que detém o recorde mundial na meia maratona, com 1h04m52s, obtido em Praga, em 2017, se tornou a primeiro corredora a vencer a cidade de Nova York Meia-maratona em março e agora a maratona. A terceira colocada foi a etíope Ruti Aga, com 2h25m51s.

– Como a Mary é mais experiente do que eu em maratona, eu precisava ser mais rápida que ela – disse Jepkosgei à ESPN, que se afastou da adversária após os 5km, acrescentando que ela olhou para trás várias vezes apenas para ter certeza.

Abraço da lenda Kipchoge na chegada

Sétima colocada na Maratona de Nova York 2019, a americana Kikkan Randall, campeã de cross-country das Olimpíadas de Inverno de 2018, em Sochi, cumpriu seu objetivo de terminar sua primeira maratona abaixo de três horas, terminando em terminou em 2h55m12s. Em maio do ano passado, ela foi diagnosticada com câncer de mama, passando por uma cirurgia e pelo tratamento de quimioterapia.

Para ser bicampeão, Kamworor precisou cruzar os cinco distritos de Nova York em 2h08m13s, deixando o também queniano Albert Korir em segundo, com 2h08m36s, e o etíope Girma Bekele Gebre em terceiro, com 2h08m38s. Na chegada, o primeiro cumprimento foi da lenda Eliud Kipchoge, seu companheiro de treino e primeiro homem a correr a distância de 42,195km em menos de 2 horas (com 1h59m40s, no dia 12 de outubro, em Viena).

O etíope Lelisa Desisa, campeão da Maratona de Nova York do ano passado, desistiu da prova no Km 11, provavelmente pelo esforço de ter sido o vencedor da maratona do Mundial de Atletismo deste ano, em Doha, no fim de setembro passado, com 2h10m40s.

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Sobre Iúri Totti 982 Artigos
Iúri Totti é jornalista, com mais de 30 anos de experiência na grande imprensa, principalmente na área de esportes. Foi o criador das sessões “Pulso” e “Radicais” no jornal O Globo. Tem 13 maratonas, mais de 50 meias maratonas e dezenas de provas em distâncias menores. "Não me importo em ser rápido. A corrida só precisa fazer sentido, dar prazer."

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